20.10.05
29.3.04
"a definição materialista do amor é uma definição de comunidades, uma construção de relações afetivas que se estende através da generosidade e que produz agenciamentos sociais. o amor não pode ser algo que se fecha no casal ou na família; deve abrir-se para comunidades mais vastas. deve construir, caso a caso, comunidades de saber e de desejo; deve tornar-se construtor do outro. o amor é hoje fundamentalmente a destruição de todas as tentativas de fechar-se na defesa de algo que não pertença a si. creio que o amor é a chave para transformar o próprio em comum."
Toni Negri/Exílio pg52
minha dissetação de mestrado é sobre uma possível poética da comunicação, onde comunicar seja compartilhar conhecimento + afeto. tudo a ver com a fala do Negri. Tudo a ver com a mídia comunitária que busca essa outra forma de expressão passando pelo bem comum.
Toni Negri/Exílio pg52
minha dissetação de mestrado é sobre uma possível poética da comunicação, onde comunicar seja compartilhar conhecimento + afeto. tudo a ver com a fala do Negri. Tudo a ver com a mídia comunitária que busca essa outra forma de expressão passando pelo bem comum.
21.3.04
Nos meus cadernos de escola Na minha mesa e nas arvores Na areia e na neve Escrevo teu nome Em cada pagina lida Em cada pagina em branco Pedra sangue papel ou cinza Escrevo teu nome Nas imagens douradas Na armadura dos guerreiros Na coroa dos reis Escrevo teu nome Na floresta e no deserto Nos ninhos nas giestas Nas lembranças da minha infância Escrevo teu nome Nas maravilhas das noites No pão branco da alvorada Nas estações enlaçadas Escrevo teu nome Nos meus retalhos de azul No charco que é sol mofado No lago que é lua viva Escrevo teu nome Nos campos e no horizonte Nas asas dos passarinhos No moinho das sombras Escrevo teu nome Em cada sopro de aurora Na água do mar em cada navio Na montanha desvairada Escrevo teu nome Na espuma das nuvens No suor das tempestades Na chuva espessa e enfadonha Escrevo teu nome Nas formas resplandecentes No carrilhão das cores Na simples verdade concreta Escrevo teu nome Nos atalhos revelados Nos caminhos desdobrados Nas praças transbordantes Escrevo teu nome Em cada luz que se acende Em cada luz que se apaga Nas minhas casas reunidas Escrevo teu nome No pomo partido ao meio De meu espelho e meu quarto No meu leito concha vazia Escrevo teu nome No meu cão faminto e meigo Nas suas orelhas atentas Na sua pata canhestra Escrevo teu nome Na soleira da minha porta Nas coisas da minha casa Nas ondas do fogo sagrado Escrevo teu nome Em toda carne possuída Na fronte dos meus amigos Em cada mão estendida Escrevo teu nome Na vidraça das surpresas Nos lábios esperançosos Muito acima do silencio Escrevo teu nome Nos meus refúgios destruídos Nos meus faróis destroçados Nas paredes do meu tédio Escrevo teu nome Na ausência sem mais desejos Na solidão toda nua Em cada degrau da morte Escrevo teu nome Na saúde que voltou No perigo que passou Na esperança sem saudade Escrevo teu nome E ao poder de uma palavra Reconheço a minha vida Nasci para te conhecer E para te amar Liberdade
Paul Eluard
Paul Eluard
Assinar:
Comentários (Atom)